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As cinco coisas que estão me deixando obcecada agora

Entre newsletters, inteligência artificial, sono, podcasts e doramas, estas são as descobertas que entraram de vez na minha rotina.

por Samara Checon · 24 de agosto · leitura de 5 min

Samara sentada em uma poltrona laranja, de camisa listrada, com uma estante de livros de arte e viagem ao fundo
Em casa, onde quase todas essas obsessões acontecem. Foto: Reprodução/@samarachecon
Pensando em voz alta

Eu adoro quando uma descoberta começa a ocupar um espaço inesperado na rotina. Às vezes é uma ferramenta que facilita o dia, às vezes um hábito que melhora o sono, outras vezes uma história que me faz parar tudo para assistir.

Quando parei para olhar, percebi que as minhas obsessões do momento têm uma coisa em comum: todas estão me ajudando a aprender, ampliar repertório ou viver melhor. Então resolvi contar quais são.

1. Substack: textos que realmente acrescentam

Vocês já estão usando o Substack? Eu estou cada vez mais apaixonada por essa rede de textos e já indiquei para todas as minhas amigas.

O que mais me pega é encontrar escritores, jornalistas e pessoas que pensam de verdade, produzindo conteúdo que vai além da informação superficial. Em meio a tanta coisa publicada o tempo todo, o Substack virou o lugar onde eu consigo fazer curadoria do que realmente quero acompanhar.

Eu escolho quem me interessa e recebo os textos no aplicativo ou direto no e-mail, em formato de newsletter. É uma maneira muito gostosa de criar uma relação mais próxima com ideias, autores e assuntos que fazem sentido para mim.

E quanto mais eu descubro, mais vontade tenho de continuar explorando.

2. Inteligência artificial: meu hiperfoco do momento

Se existe um assunto ocupando meus pensamentos, é a inteligência artificial. Tenho me dedicado tanto a entender esse universo que às vezes sinto que vou fritar todos os meus neurônios.

O interesse começou depois de uma frase que ouvi no SXSW, o festival de inovação:

Você não vai ser substituído por uma IA, mas por um humano que usa IA.

Desde então passei a olhar para a tecnologia de um jeito muito mais prático. Meu objetivo não é só acompanhar as novidades ou entender como as ferramentas funcionam. Quero aprender a usar a inteligência artificial para facilitar de verdade a minha vida.

Estou estudando possibilidades, testando caminhos e tentando descobrir como transformar tudo isso em soluções que façam sentido para a minha rotina. E não vou sossegar enquanto não criar os meus próprios agentes. No plural mesmo: quero um para cada tarefa, cada um ajudando em uma parte diferente da vida.

É hiperfoco, sim. Mas também é uma forma de pensar no futuro com mais autonomia.

3. Hatch e Oura Ring: uma nova relação com o sono

Outra coisa que entrou na rotina foi o Hatch, aquele despertador que simula o nascer do sol. Ele vai clareando aos poucos até chegar o horário programado e também toca sons para ajudar a dormir.

Mas o detalhe que eu mais amo é que ele funciona sem estar conectado ao celular. Isso tem me obrigado, no melhor sentido possível, a deixar o telefone longe da cabeceira. E aí eu durmo melhor, com uma distância muito saudável da tela antes de dormir.

E não sou só eu dizendo isso. Meu famoso Oura Ring tem mostrado que a qualidade do meu sono melhorou de verdade, principalmente depois que o celular saiu de perto da cama. Gosto dessa combinação: uma mudança simples de hábito de um lado, e o dado do meu próprio corpo confirmando do outro.

No fim, o Hatch me ajudou a começar e a terminar o dia de um jeito mais tranquilo.

4. Podcasts durante o treino

A quarta obsessão não é ouvir podcast. É ouvir podcast durante o treino.

Eu já vinha tentando não pegar o celular enquanto me exercito, ficar mais off nesse momento. Então comecei a colocar conteúdo em áudio, para não transformar o treino em mais um período de rolagem de tela.

Minha preferência agora são playlists e podcasts de pessoas inteligentes, falando sobre assuntos que acrescentam alguma coisa. Como eu costumo treinar cedo, começo o dia com uma ideia nova ou um pouco mais de repertório.

Quando o treino acaba, sinto que já comecei o dia em movimento por dentro e por fora.

5. Doramas: a paixão pela Ásia que virou ritual

A última obsessão nasceu junto com a minha paixão pela Ásia. Quem me acompanha já sabe que esse interesse vinha crescendo, mas foi num piscar de olhos que eu me vi completamente envolvida por esse universo.

Os doramas são hoje uma das poucas coisas que realmente me fazem parar para assistir. Estou acompanhando A Arte de Sarah, na Netflix, com a Shin Hye-sun.

A história é sobre uma mulher que comandou a expansão de uma marca de bolsas de luxo na Coreia, conquistou a alta sociedade de Seul no caminho, e aparece morta. A partir daí a trama vai revelando o quanto daquele mundo aparentemente perfeito era encenação.

Esse tipo de história me deixa vidrada. Gosto do mistério, gosto do universo da moda e do luxo, mas gosto principalmente da ideia de descobrir o que existe por trás das aparências. É entretenimento que prende a atenção e ainda provoca umas perguntas sobre imagem, status e realidade.

A obsessão por trás de todas as outras

No fim, acho que a minha obsessão de verdade é aprender. É descobrir, estudar coisa nova e tentar ser uma pessoa um pouco melhor a cada dia.

O Substack me aproxima de ideias e de gente interessante. A inteligência artificial me desafia a pensar no futuro. O Hatch e o Oura me ajudam a cuidar do descanso. Os podcasts ampliam meu repertório enquanto eu treino. E os doramas despertam ainda mais a minha curiosidade pela Ásia.

Enquanto tudo isso acontece, vou dividindo as descobertas com vocês.

Agora eu quero saber: qual é a sua obsessão do momento?

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